quase tudo que é preciso saber sobre saúde fora do país – parte 2


São Paulo, 01 de fevereiro de 2011

Entramos no mês da viagem e agora faltam apenas duas semanas pra partida! Conforme prometido, vamos continuar a detalhar os cuidados com saúde que estamos tomando. Falaremos nesse post sobre Medicamentos e Alimentação.

Medicamentos

De certa forma, somos mal acostumados no Brasil. A exigência por receitas não é levada muito a sério e a auto-medicação rola solta. Mas, não dá pra contar com isso lá fora e ao mesmo tempo não dá para imaginar que nós iremos atrás de um médico a cada febre ou pequena inflamação. Então, estamos levando um conjunto de medicamentos básicos. Nada exagerado, já vimos gente levar mais do que isso para acampar no feriado!

Vamos primeiro aos remédios. Estamos levando antigripal (Coristina D), analgésico / antitérmico (Tylenol), analgésico das vias urinárias (Piridium), antiespamódico (Buscopan), antiinflamatório (Voltaren e Cataflan), antialérgico (Polaramine Repetabs), creme para lesões dermatológicas (Quadriderme), além de antibióticos e antimicóticos (Cipro, Amoxil, Zoltec e Otosynalar). Como falamos, o pai da Letícia, que é médico, providenciou essa lista e também documentou em que contexto e como devem ser tomados. Estamos saindo com o guia completo. Outra ajuda espetacular foi da mãe da Letícia, que é artista plástica. Um porta remédios que merece ser patenteado e vendido para o mundo inteiro!

Fechado, cabe facilmente na mochila
Aberto, é de uma organização impecável

Mais uma providência a ser tomada (e essa nós ainda não preparamos) é levar um kit de primeiros socorros. Esses itens são mais fáceis de repor ao longo do caminho e podem ser necessários a qualquer momento: tesoura, termômetro, antiséptico, água oxigenada, esparadrapo, gaze, algodão e curativos de tamanhos variados. Além, é claro, de muito protetor solar, repelente e protetor labial.

Ah, e é importante levar receitas para os remédios. Não que elas valham lá fora, mas com tanta medicação assim na bagagem, pode ajudar a resolver algum problema na alfândega.

Alimentação

Para quem curte comidas exóticas, uma volta ao mundo é um prato cheio! Mas, a alimentação é provavelmente o maior risco pra nossa saúde durante a viagem. Não que a gente vá abrir mão de provar as delícias e as coisas excêntricas de cada país, afinal é uma das partes mais ricas da experiência. Só que alguns cuidados básicos podem evitar muito desconforto e horas de banheiro depois…

A começar pela água, a vilã número um dos mochileiros. Se em países desenvolvidos poderá ser da torneira, em outros, só mineral e gasosa. É, gostemos ou não, a água mais segura é a gasosa. Água sem gás, de São Paulo a Kathmandu, é muito fácil de ser adulterada e não estamos preparados para lidar com as bactérias de outros países. E não adiantará tomar refrigerante e colocar gelo. Já viu alguém fazer gelo com água mineral gasosa? Então, já dá pra desconfiar qual é o problema.

Para lugares suspeitos, alimento cru é outro risco. Frutas, se for possível descascá-las, estão liberadas. Legumes e vegetais, só cozidos. Ovo, frito ou cozido na hora. Leite pasteurizado ou fervido. E carne bem passada. Também vamos evitar os alimentos que se deterioram com rapidez, como maionese, frutos do mar, peixes etc. Comida muito condimentada pode cobrar um preço alto mais tarde, vamos tentar comer com moderação.

Na dúvida, entraremos de cabeça nos alimentos fritos. Parece uma recomendação de saúde estranha, mas não vai parecer diante de condições de higiene quase horripilantes. No final, a fritura mata tudo e o que sobra é o prazer de se deliciar com novos pratos!

6 comentários em “quase tudo que é preciso saber sobre saúde fora do país – parte 2

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  1. Adorei a ideia de comer fritura na “legalidade”…

    Fred, sou irmã da Dalini e peço licença pra acompanhar vcs nessa volta mundo. Quem sabe tomo coragem!? Abraço

  2. Olá Leticia e Fred,
    Adorei o planejamento médico. Acrescento o esparadrapo cirúrgico da 3M, também conhecido como fita para curativos e o DIAMOX(acetazolamida) – 250mg, caso voces forem a altitudes superiores a 4.000metros. Consultem o pai da Letícia. Eu e Gustavo levamos para o acesso ao Chacaltaya (mais ou menos 5.500 m.).
    Abraços
    Dorella pai.

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